Sábado, 24 de Fevereiro de 2024
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A folha de serviços do general que vai dirigir o contingente da SADC

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Fonte: Redactor

Consta ainda que Xolani Mankayi foi ainda representante das SANDF (forcas armadas de Defesa da África do Sul) no Quénia em 2002, ao abrigo do programa de formação em operações de paz e o primeiro militar sul-africano a chefiar um contingente de tropas da União Africana (Africa Mission in Burundi/ AMIB).

A folha de serviços do general sul-africano que vai dirigir o contingente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Xolani Mankayi, é simplesmente impressionante e inclui passagens para treinos por diversos países da antiga Europa de Leste (comunista).

Ao que apuramos, o general Xolani Mankayi, nascido em East London, na costa Sudeste da África do Sul, cumpriu a instrução básica de infantaria em Angola assim como uma série de cursos na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), Jugoslávia, República Democrática Alemã e Bulgária.

Xolani Mankayi estava já envolvido na preparação de uma unidade da infantaria para ser despachada a Cabo Delgado na eventualidade de mobilização do contingente multinacional, na sequência das sucessivas reuniões que foram sendo realizadas pera a constituição deste contingente que deverá, numa primeira fase, ficar em Moçambique por três meses.

Xolani Mankayi foi ajudante de campo de dois ministros da Defesa sul-africanos e desempenhou vários cargos na área da formação em Infantaria.

Da sua impressionante folha de serviços avulta a indicação de ter terminado o curso de Estado Maior em 2000 e o Programa Executivo de Segurança Nacional em 2005. Consta ainda que foi ainda representante das SANDF (forças armadas de Defesa da África do Sul) no Quénia em 2002, ao abrigo do programa de formação em operações de paz e o primeiro militar sul-africano a chefiar um contingente de tropas da União Africana (Africa Mission in Burundi/ AMIB).

Em 2015, foi nomeado comandante da Brigada 43, responsável pela formação do Exército, respondendo directamente ao chefe de Estado Maior do Exército. No mesmo ano, Xolani Mankayi foi julgado por ter autorizado cerca 100 cadetes da escola de Infantaria a assaltar um posto policial na localidade de Oudtshoorn devido à detenção de militares alcoolizados da mesma escola.

Manhoso, em sua defesa, Xolani Mankayi alegou tratar-se de operação de treino e foi absolvido, de acordo com informação reservada a que tivemos acesso.

Já sob a sua batuta, em Cabo Delgado, designadamente em Pemba, a capital provincial, estão já identificadas movimentações preparatórias que antecipam a chegada da brigada de intervenção da SADC liderada pela África do Sul (Xolani Mankayi).

Em 19 de Julho uma aeronave C130 das SANDF desembarcou material (veículos e equipamento diverso) e uma unidade avançada de militares sul-africanos no aeroporto de Pemba, movimentações confirmadas esta quarta-feira pelo porta-voz das FDS moçambicanas, coronel Omar Saranga.

Tanto quanto se sabe, os militares já desembarcados são membros da Brigada 43 assim como pára-quedistas. Também militares do Botsuana já começaram a chegar à província de Cabo Delgado. Está ainda prevista a participação na força de militares do Zimbabué.

A preparação da força regional da SADC, ainda em aberto quanto à composição, participação de outros países membros e dimensão, surge já com significativo atraso em relação à força ruandesa, que se encontra já em operações aparentemente bem-sucedidas.

Os efeitos da acção da componente ruandesa

Consta que as tropas do Ruanda (Rwanda Defense Forces – RDF) estão já a ocupar posições no distrito de Nangade, a Norte de Mueda, posições por enquanto defensivas.

A reabertura das vias de comunicação rodoviárias no eixo Palma-Pemba é tida como um objectivo prioritário para o contingente ruandês em Cabo Delgado.

Os cerca de mil militares ruandeses estão divididos entre as forças especiais do Exército (700) e a forças de intervenção especial da Polícia Nacional. Este objectivo operacional passa pela “limpeza” da estrada N380, inactiva desde 2020, e por garantir a segurança na circulação e reconstrução das infraestruturas de comunicações destruídas na região das Quirimbas até Mocímboa da Praia. As zonas de intervenção prioritária serão assim o triângulo Nangade-Mueda-Muidumbe e os distritos de Mocímboa da Praia e de Palma, a Norte. A base de rectaguarda do contingente ficará estacionado em Afungi/ Palma e no Posto de Comando Operativo (PCO), em Mueda.

O distrito de Palma continua em “estado de guerra” e praticamente sem população, na sua maioria refugiada nos distritos de Mueda, Pemba e Montepuez. Das mais de 60 aldeias que compõem os quatro postos administrativos do distrito de Palma, apenas três estão habitadas. As 10 ilhas habitadas nas Quirimbas, presumivelmente sob controlo/ influência dos insurgentes, são consideradas em situação de “terra queimada”.

Sabe-se que o contingente ruandês é comandado pelo Major General Innocent Kabandana, um homem igualmente com um perfil de se lhe tirar o chapéu. Consta que Kabandana desempenhou funções em Washington, na qualidade de Adido de Defesa e comandou o contingente destacado na RD Congo, tornando-se comandante das forças especiais do Exército em 2019. A composição do contingente ruandês em Moçambique não está fechada e muito dependerá da articulação com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no terreno e por via aérea. O reconhecimento e monitorização aéreos são tidos como cruciais.

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