Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024
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Actividades em Afungi podem ser retomadas na primeira metade de 2022

by Claudia Guila
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Fonte: Redactor

A tomada de Awasse e outras posições militares importantes anteriormente ocupadas pelos insurgentes radicais em Cabo Delgado, esta semana, pelas tropas do Governo de Moçambique e do Ruanda, abrem caminho para a recuperação, a breve trecho, da estratégica vila portuária de Mocímboa da Praia, permitindo a retomada do projecto em Afungi (Área1) na primeira metade de 2022.

As forças do Ruanda estão a ser empenhadas ofensivamente em operações de “limpeza”, com o apoio de meios aéreos de vigilância e com capacidade ofensiva, havendo já registo de baixas entre insurgentes naquela região.

A ocupação de Mocímboa da Praia vai retirar aos insurgentes a sua principal base de apoio logístico. A par das operações, é notado um esforço de propaganda, por parte das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e forças ruandesas, através dos media. Desde o início da intervenção militar ruandesa em Moçambique não têm sido reportadas baixas entre as forças de Kigali, salvo a referência a um “ferido ligeiro” nos primeiros dias da sua actuação.

As forças do Botsuana e da África do Sul estão, entretanto, a reforçar os contingentes, respectivamente via postos de fronteira de Gondola e Ressano Garcia, com o transporte de veículos de combate e armamento sob escolta das FADM até Pemba, percorrendo por estrada aproximadamente 2.500 quilómetros. O Botsuana, que assume o vice-comando da força regional da SADC, já mobilizou 300 militares, mas é expectável que o contingente venha a ser reforçado no curto prazo.

A África do Sul, que comanda a força regional (Redactor N° 6117, págs. 1 e 2), está ainda a mobilizar meios navais, com a recente chegada do SAS Makhanda (navio-patrulha) a Pemba, capital de Cabo Delgado. O objectivo é delimitar o acesso à costa desta província e, em particular, de Mocímboa da Praia. O primeiro contingente da Brigada 43, baseada a Norte de Pretória, passou a fronteira (Lebombo/Ressano Garcia) durante o fim-de-semana, incluindo blindados Casspir – produzidos na África do Sul e operados pelo batalhão de infantaria mecanizada – veículos de apoio e ambulâncias. Duas aeronaves Hercules C130 da força aérea da África do Sul têm realizado voos regulares nas últimas duas semanas, transportando homens (incluindo forças especiais), equipamentos e munições.

A África do Sul, que comanda a força regional (Redactor N° 6117, págs. 1 e 2), está ainda a mobilizar meios navais, com a recente chegada do SAS Makhanda (navio-patrulha) a Pemba, capital de Cabo Delgado. O objectivo é delimitar o acesso à costa desta província e, em particular, de Mocímboa da Praia. O primeiro contingente da Brigada 43, baseada a Norte de Pretória, passou a fronteira (Lebombo/Ressano Garcia) durante o fim-de-semana, incluindo blindados Casspir – produzidos na África do Sul e operados pelo batalhão de infantaria mecanizada – veículos de apoio e ambulâncias. Duas aeronaves Hercules C130 da força aérea da África do Sul têm realizado voos regulares nas últimas duas semanas, transportando homens (incluindo forças especiais), equipamentos e munições.

Um aparelho sul-africano Cessna Caravan deverá ser utilizado em operações de reconhecimento aéreo e utilizará uma base improvisada junto ao aeroporto internacional de Pemba.

O orçamento do contingente sul-africano, o maior presente em território moçambicano com até cerca de 1.500 militares, é de EUR 58 milhões, tendo uma duração prevista de três meses.

A relevância de Paul Kagamè Alguns analistas dizem que o Presidente do Ruanda, Paul Kagamè, tornou-se no centro nevrálgico do conflito em Cabo Delgado.

Para estes, a entrega da solução do conflito ao Ruanda pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi relegou para segundo plano o próprio governo, assim como SADC, que só agora começa a posicionar-se no terreno.

Referem que, apesar da existência de acordos de cooperação bilaterais genéricos, o contingente ruandês, composto por aproximadamente 700 militares e 300 polícias, está a actuar sem enquadramento institucional, em nome da segurança da região, da projecção de influência e de contrapartidas que deverão ficar a cargo do governo francês, em coordenação com a petrolífera Total, que pretende retomar o projecto em Afungi (Área1) na primeira metade de 2022, através da re-mobilização da CCS, a joint-venture composta pela SAIPEM, McDermott e Chiyoda à qual foi atribuído o projecto (EPC) do complexo onshore de GNL em Afungi. O papel central de Kigali no xadrez regional está a ser catapultado com assentimento de Moçambique, através de Nyusi, que acertou a presença do Ruanda através de contactos Kagamè e com Emmanuel Macron, chefe de Estado francês.

Os países da região membros da SADC têm vindo a reconhecer a posição do Ruanda, com a sucessão de visitas oficiais a Kigali. Já no início de Agosto a Presidente da República da Tanzânia, Samila Suluhu, que em Março, substituiu John Magufuli, na sequência do falecimento do ex-estadista, visitou oficialmente Kigali durante dois dias. No segundo dia deste Agosto, também o ministro da Defesa do Zimbábue, Muchinguri Kashir, iniciou uma visita de dois dias a Kigali, reunindo com o seu homólogo e onde o assunto dominante foi a intervenção em Cabo Delgado.

Em finais de Julho foi o chefe de Estado maior das Forças Armadas de Angola, General Egídio de Sousa Santos visitar a capital do Ruanda, coincidindo com a deslocação do inspector geral da Polícia do Ruanda, Dan Munyuza, ao Malaui. Dados recentemente tornados públicos colocam Kigali no centro das operações de espionagem a diversos membros de governo e chefes de Estado africanos através do “spyware” de origem israelita (NSO Group) Pegasus, que terá incluído o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

A lista de números interceptados pelo regime ruandês rondava os 3.500, incluindo diversos números de opositores do regime de Kagamè a residir na África do Sul.

O governo sul-africano, que mantém relações tensas com o Ruanda, reagiu com indignação, mas Kigali mantém o desmentido de que tenha utilizado a tecnologia Pegasus, alegando falta de capacidade técnica. A proximidade de Kigali com a França e EUA projectam Kagamè como um actor regional de importância crescente.

A presença e o avanço da força ruandesa em Moçambique confirmam o apoio das duas potências.

O embaixador dos EUA no Ruanda, Peter Hendrinck Vrooman, diplomata de carreira, acaba de ser designado para as mesmas funções em Moçambique.

O Ruanda é igualmente um dos países africanos onde a cooperação externa da CIA é mais activa. O serviço de inteligência ruandês é composto na sua direção por alguns oficiais que foram adidos de defesa em Washington.

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