Sábado, 24 de Fevereiro de 2024
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Segundo o PR da África do Sul: População tomou consciência da captura do Estado pela corrupção

by Claudia Guila
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Fonte: Notícias

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse hoje (11) na comissão judicial Zondo que a sociedade civil tornou “a maioria de nós” ciente da extensão da captura do Estado pela grande corrupção na África do Sul.

“Muitos dos incidentes de captura do Estado vieram até mim por meio do trabalho de jornalistas, organizações da sociedade civil e instituições como o Ministério Público”, declarou Cyril Ramaphosa.

O chefe de Estado, que começou hoje a ser ouvido pela comissão judicial ‘Zondo’, que inclui uma investigação de três anos sobre a “corrupção e captura do Estado”, disse que considerou demitir-se quando se “apercebeu” da extensão do problema no governo e no seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), no poder desde 1994.

Todavia, o chefe de Estado sul-africano adiantou que renunciar ao cargo “teria prejudicado a capacidade de contribuir para o fim da captura do Estado”, sublinhando que “se falasse abertamente” levaria à sua “destituição” do cargo.

O Presidente sul-africano disse que, desde 2018, o governo que lidera comprometeu-se a “acabar com a corrupção”, começando com mudanças em cargos de liderança.

Explicou que a aplicação da lei foi “deliberadamente enfraquecida para limitar a capacidade de processar os responsáveis pela corrupção”, sublinhando que o Ministério Público começou a fazer “progressos” no combate à corrupção no país.

No primeiro de dois dias de depoimento na qualidade de vice-Presidente(2014-2018)e Presidente da República(desde 2018), Ramaphosa procurou distanciar-se do seu antecessor Jacob Zuma, apresentando-se como um dirigente que resistiu à ‘captura do Estado’a partir do interior do próprio Estado e do ANC, de que é presidente desde 2018.

“Pôr fim à ‘captura do Estado’permitirá que o Estado concentre os seus esforços e recursos de forma mais eficaz na prestação de serviços públicos, o que é fundamental para a transformação e o desenvolvimento da nossa sociedade”, declarou o Presidente sul-africano perante o juiz Raymond Zondo, que lidera a investigação à grande corrupção pública no mandato do ex-Presidente Jacob Zuma, preso desde 08 de Julhoúltimo por desacato ao Tribunal Constitucional.

Ramaphosa sublinhou que “vale a pena destacar que muitas das nossas instituições críticas continuaram a funcionar como precisavam, e conforme previsto na Constituição, ao longo deste período também”.

“Agora, apesar dos danos que foram causados pela ‘captura do Estado’às instituições públicas, e com o impacto resultante na prestação de serviços, a realidade é que o trabalho do governo, sim, continuou, e houve progressos em várias áreas”, referiu sem avançar detalhes.

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