Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024
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Sobre ISIS-Moçambique Forquilha entende Informação tardia com detalhes interessantes

by José Nhambirre
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Fonte: Zambeze

“Por aquilo que sabemos da capacidade de inteligência dos EUA, a informação é verídica e sua disponibilização deve ser bem aproveitada para a captura do líder do ISIS em Moçambique,” palavras de Albino Forquilha, sociólogo e director da FOMICRES, segundo o qual, a informação disponibilizada tem um conjunto de aspectos sobre os principais terroristas.

Albino Forquilha explicou que se tais informações tivessem sido disponibilizadas quando dos ataques em Outubro de 2017, eventualmente teriam sido evitadas várias situações como o caso do ataque de Março onde morreram mais de cinquenta jovens e o drama humanitário criado por esta instabilidade terrorista.

“Prosseguido diz que “isto mostra que os EUA nunca tiveram dificuldades para fazer o rastreio dos possíveis terroristas que atacam várias aldeias dos distritos de Cabo-Delgado e porque agora está sendo disponibilizada informação detalhada sendo que se registam avanços do Ruanda e das FDS, na ocupação de regiões tidas como santuários dos terroristas. Mas isso não descura o facto de que a informação é útil porque permite que o estado moçambicano converse com o comandante dos ataques para perceber as reais motivações para tantas atrocidades ou capturar”.

A incapacidade de o governo combater o terrorismo sempre esteve visível e agora é hora de o estado aproximar-se aos Estados Unidos de modo a ter a real situação e quiçá ter as coordenadas para possível captura do mesmo. Abílio Forquilha acrescenta que é preciso compreender as reais motivações de tantas rebeliões terroristas em África como Boko Haram, Al Shabab, Isis Moçambique entre outros focos que ocorrem a nível do continente. O terrorismo não acontece por mera vontade. Há motivações que levam aos cidadãos a enveredar por esta via, e uma delas são as desigualdades, má governação e o tratamento diferenciado dos cidadãos estes factos, dão campo ao terrorismo.

Os estados da UA devem estudar as causas e tratarem como agendas de governação, só assim poderão reduzir as incursões terroristas porque os conflitos em África facilmente são encaixados dentro de outros interesses. Albino Forquilha sublinhou que os terroristas que desestabilizaram há algum tempo a província de Cabo-Delgado são jovens moçambicanos na sua maioria.

“A insurgência tem uma causa e encontra parceiros de fora que acabam apoiando por haver também alguns interesses. Quero reconhecer que é uma insurgência interna” disse.

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