Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024
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Sydney Aboubacar: “Sambo é um ícone do futsal no país”

by Claudia Guila
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Fonte: O país

Vivia o futsal. Respirava, como poucos, a modalidade. Era um sonhador, não é por acaso que defendeu acerrimamente a inclusão do futsal no Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares.

Em tempos de crise, com a interrupção da disputa do Campeonato Nacional em 2009, 2010 e 2011, bateu na mesa e tudo fez para que a prova voltasse a ser uma realidade já em 2012. Mapeou a modalidade, ajudou-a a ter expressão dentro e fora de Moçambique.

Campeou em vários clubes pelos quais passou e, mesmo depois de se retirar do activo, não deixou de opinar, de forma construtiva, com os seus subsídios. Virtudes que enchem de orgulho quem com ele trabalhou durante vários anos. É o caso de Sydney Aboubacar, ex-atleta do finado Padaria Aziz e Somotor.

“Eu acho que, em vida, Inácio Sambo não se confundia com o futsal. Inácio Sambo veste, efectivamente, o futsal. É a capa do futsal em Moçambique e além-fronteiras. Esta é a maior memória que podemos ter de Inácio Sambo. Era uma pessoa dedicada a causa do futsal”, começou por recordar Aboubacar, visivelmente chocado com o desaparecimento físico de Inácio Sambo

Um professor. Uma figura aglutinadora. Defensor de valores como união do grupo e disciplina. Mas, acima de tudo, um treinador cuja intervenção ultrapassava a barreira meramente desportiva. Exemplar dentro e fora dos campos.

“Uma das maiores virtudes de Inácio Sambo, para mim, era defender a coesão do grupo. Sambo queria que a equipa estivesse sempre unida. Portanto, ele olhava para a equipa como uma família. Não havia grupinhos nas suas equipas”, notou.

A melhor forma de homenagear um homem que deu a sua vida pelo desporto, no geral, e futsal, em particular, é valorizar o seu legado.

“É preciso aproveitar as ideias e conhecimento transmitido pelo professor Inácio Sambo. As pessoas que estão ligadas ao futsal devem ter “consumido” o legado de Inácio Sambo. Temos, agora, o Faruk Ismael como seleccionador nacional. Foi atleta de Inácio Sambo.  É uma pessoa com certa experiência na área. Inácio era um ícone do futsal. E olha que Inácio Sambo não vem do futsal, mas sim do futebol de salão onde tínhamos uma bola pequena”, recordou.

Inácio Sambo impulsionou o desenvolvimento do futsal com passagens pelas equipas da  Manica, Padaria Aziz, Expresso Câmbios, Somotor e selecção nacional. Por onde passou, nunca deixou de ser um treinador com capacidade de motivar os atletas e transmiti-los valores como espírito de grupo e sacrifício.

“Ele tinha esta capacidade de reter os atletas, fazê-los perceber que somos uma família. Ele, de resto, sempre olhou para uma perspectiva de nos focarmos num objectivo quer nos clubes que treinou  quer na selecção nacional. Sambo trabalhava com objectivos”,

Foi-se o arquitecto do futsal. Fica o legado. Ficam os ensinamentos de uma figura que tudo deu para que o futebol de salão, na época, e o futsal atingissem elevados níveis competitivos em Moçambique:

“Perder Inácio Sambo é perder muita coisa. Não é só a pessoa que desaparece. Aqui, há um legado. Há, aqui, uma história e trabalho que foi feito pelo Inácio Sambo com alguma sustentabilidade. E eu, sinceramente, não sei se estaríamos em condições de dar prosseguimento ao seu trabalho da melhor forma possível. Há um legado que deve ser sustentado. Sambo era um ícone do futsal”, finalizou.

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